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2009-11-05

she stole my future when she took you away

Acho que tenho uma séria tendencia a querer reviver momentos. Eu sei que passaram, eu sei que não vão voltar e que são inalcanssaveis porque mesmo que eu tente reviver tal momento com tais pessoas, nunca vai ser igual, talvez seja melhor! Mas só talvez.
Ainda assim tenho essa coisa de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi, haha, tenho o hábito de olhar fotos e não consigo não pensar "seria tão diferentes se não tivessemos feito tal coisa" ou "nós realmente formávamos um belo par, porque não continuamos?", quando eu faço essa pergunta eu geralmente faço de conta que não pensei porque a resposta são sempre coisas como "porque tu é uma idiota e faz tudo errado" ou "porque tu era pouco pra ele", coisas assim.
Odeio pensar, odeio lembrar, odeio ouvir uma música e lembrar de alguém, ver uma foto e pensar que estava em minhas mãos mas eu perdi porque fui incapaz, sabe? A nostalgia é todo um sentimento de perda misturado com fracasso de vez enquando e isso não vem do nada.
Sempre que eu passo por uma situação parecida ou que eu fico com alguém (sempre lembra porque as coisas sempre me lembram de quando eu fiquei com alguém e de quando eu gostava de alguém e toda essa balela sentimental que todos nós conhecemos) e me arrependo (é, isso acontece bastante também), daí eu fico olhando fotos e isso me deixa decepcionada comigo mesma, eu nunca consigo manter as coisas legais.
Mas esse post não é triste, não pensem coisas assim, é só uma constatação. Dá uma dorzinha no peito mas dá um calorzinho também, sabe aquelas situações que escorre uma lágrima contigo sorrindo? De qualquer maneira eu fico olhando pro passado querendo que ele volte e volte e volte. Queria sentir aquela emoção de novo, sentir meu coração bater daquele jeito de novo, totalmente desconpassado e atropelado tu-dun..tu-dun...tu-du-tu-dun-tu-dun..., não é que eu ainda goste das pessoas que eu fiquei, é que eu sinto saudade por pior que tenha sido, tem pessoas que nos marcam de maneiras tão estranhas.
Em contrapartida tem aquelas que mal aparecem nas nossas vidas e já nos arrependemos e que sempre é um saco de se livrar, essas marcam também, na verdade e pra encurtar a história, todos os nossos erros nos perseguem, né.


De todas as minhas fotos, essa é a mais nostalgica de todas. Pensem o que quiser, mas eu sinto falta mesmo, mesmo-mesmo e dá uma pontadinha sempre que eu sei de algo, fica provocando e é estranho, odeio acreditar em sinais do tipo "ah, mas se eu dou bola é porque pode haver algo", não, Belisa, não há. Mas quem disse que lá no fundo eu consigo deixar de acreditar?

O título é meramente ilustrátivo, SÉRIO.

2008-12-30

Feliz Ano Novo

31 de dezembro de 2008, hoje estou de luto, literalmente. Sabe, eu odeio épocas festivas. Eu não entro no clima nunca, sempre fica meio chato e sei lá, acaba sendo ruim de uma maneira ou de outra. Ano passado foi o melhor ano novo que eu já tive em toda a minha vida, foram com pessoas que estavam se aproximando da minha vida, pessoas que eu conheci naquele dia e pessoas que estavam começando a se afastar de mim. Hoje faz um ano que eu fiquei com o L pela primeira vez e apesar de todas as brigas e tudo mais que nós tivemos eu sinto um pouco de saudade dele, tem fotos de amigos e "ex" amigos meus no meu quarto e em algumas fotos o L está e eu fico pensando "Nossa, como é ruim brigar com o L", mas depois que eu penso isso eu vejo coisas e comentários no orkut dele em fotos e coisas desnecessárias de serem ditas, sabe? Eu não sei, eu sempre comprei muitas briguinhas e de uns tempos pra cá eu escolhi por não fazer isso, eu percebi como isso era desnecessário e acabava me fazendo mal, porque no final das contas quando eu brigo com alguém sempre sou eu que fico mal, sempre sou eu que sinto pelo que aconteceu, sempre sou eu que me arrependo e fico triste sozinha. Pode não parecer mas isso realmente acontece. Ou seja, hoje é um dia que me faz lembrar o L e coisas legais que aconteceram com ele mas também me faz lembrar coisas idiotas que ele já me disse, e eu não falo sobre as coisas antigas (brigas de janeiro, fevereiro e março), falo sobre coisas novas e chatas.
Hoje me lembra também o Snow, a um ano atrás ele estava a dois dias na minha casa, trabalhando como um condenado comigo no quiosque e sabe, ele nunca precisou fazer isso, ele fazia "porque queria", ele não tinha a necessidade de fazer o que fez, me ajudar como fez e eu sou muito grata a ele por isso, é realmente complicado o meu trabalho algumas vezes. Sem falar que no "ínicio" foi ele que me ouviu sobre tudo, lembrar essas coisas me faz sentir ingrata a ele, me faz pensar quantas vezes eu exagerei ao brigar com ele, quantas vezes eu podia ter relevado e quem sabe hoje em dia ainda poderiamos ser amigos como éramos. Mas também me faz pensar: Será que eu não relevei mais do que o sufuciente? Pra mim eu e o Snow vivemos uma situação complicada de intrigas, mentiras, fofocas e coisas alheias, isso nunca tinha nos afetado mas quando o fez foi em cheio e foi meio sem volta, foi ruim. Eu sinto falta do Snow, lá no fundinho eu sinto falta dele mas o meu orgulho é grande demais pra eu adimitir isso saudavelmente, meu orgulho é grande demais pra eu pedir desculpas, pra pedir pra voltar atrás. Meu orgulho é uma merda.
Ano passado, nesse mesmo dia, a Matroska estava aqui em casa também... Não sei o que dizer. É um "caso" em aberto.
Durante esse ano muitas coisas aconteceram, coisas boas, coisas ruins, coisas destrutivas pra mim e para outros, muitas coisas bizarras aconteceram também, foi o ano mais divertido da minha vida com toda a certeza e sabe, eu devo isso a todas as pessoas que me fizeram bem, que me fizeram mal, que falaram ou não de mim, que me julgaram ou não, as pessoas que se importaram comigo ou não. Eu devo esse meu ano a Thata, Diogo, Matroska, Diego L, Brûna, Gabo, TDC, Bruno, Lady Bug, Lucas (Foguinho), Miguel, Snow, Ana Luisa e mais alguns.
Obrigada pelo ano mais divertido e nonsense da minha vida, foi ótimo, eu aprendi muito, me machuquei muito, ri muito, chorei muito, briguei muito, vivi muito.
O amis engraçado (ou não) foi a maneira como as coisas terminaram. Meu ano começou inesperadamente incrivel e o ano prometia e realmente o fez, mas como uma grande brincadeira tudo chegou ao fim, eu fui feliz no ínicio, no meio e no fim, mas foi gradativo. Eu consegui destruir tudo no final (como eu sempre faço com tudo que eu ponho a mão) com as minhas manias horríveis, meus hábitos cliches, meus escrupulos seletivos, meu egoísmo em tempo integral. Para aquelas pessoas que eu consegui destruir parte do ano eu devo as minhas sinceras desculpas, foram muitas e eu sei, eu decepcionei muitas pessoas esse ano, pessoas que eu queriam que fossem importantes pra mim e pessoas que eu queria ser importante pra elas também. No final dos calculos os únicos que sobraram realmente e fielmente ao meu lado (por pura teimosia) foi a Thata e o Diogo, sem falar no Miguel que eu conheci a pouco tempo e eu espero não estragar nada e se eu o fizer, Miguel, me perdoe, as coisas escapam sempre do meu controle e eu não vou por a culpa em outra coisa a não ser em mim mesma, se as coisas acabam mal no final foi porque eu fiz elas serem assim então, se eu o fizer, me perdoe.

- Final de ano é interessante de abrir o wmp, ele sempre trás músicas notalgicas e que nos fazem lembrar de coisas.
Feliz Ano Novo pra todas as pessoas que eu gosto, gostei e que um dia eu vou gostar, que os planos de vocês se realizem, que vocês tenham muita sorte e muitas coisas divertidas e sabem, aproveitem, aproveitem com todas as forças de vocês cada dia porque nós nunca sabemos de um dia vamos atravessar a rua e tudo vai acabar ali.

E por fim e não menos importante, obrigada a todos os que me aturaram esse ano, foi difícil, eu sei, mas foi importante, obrigada.

2008-10-31

Genshiken 2

Antes de ontem eu comecei a terminei de assitir o anime Genshiken, a segunda temporada. Eu gosto muito desse anime, ele é curtinho (12 episódios cada temporada) e retrata a vida de otakus no Japão. A história não é empolgante mas a realidade e o humor com que é retratado a vida dessas pessoas (invejadas em outros países e rejeitadas no próprio país) é muito interessante, é comum, mas é ótimo pra curiosos e tem um humor bastante saudável. Na segunda temporada eu inclusive consegui identificar amigos meus dentre os personagens da série, eu me diverti bastante tomei algumas decisões, gosto de animes que me fazem pensar e modificar minha vida, acho que gosto muito de Genshiken por conta disso.

Não é Live Action embora pareça! :D

Faz pouco mais de uma semana que eu e o Diogo temos cadastrado coisas no site, na Brasil DX, a nova loja que ele e o Junior estão "montando". Espero que lucre bastante embora os preços dos acessórios me assuste, eles são baratos demais, eu fico pensando como vamos lucrar com isso. Bem, o que importa é que estamos trabalhando bastante nisso, na verdade eu deveria estar trabalhando mais, fazem dois dias que eu não faço nada considerável no site e nós não temos tempo a perder, vou fazer isso. Já que estou falando em trabalho e pra terminar com esse assunto, hoje é sexta-feira e está tendo uma espécie de festival de teatro na praça, onde tem o quiosque da minha família. Na verdade é um espetáculo da CEEE (Companhia de luz aqui no Rio Grande do Sul) que fala sobre o consumo, gatos, coisas do tipo, é apresentado pras escolas e eu achei legalzinho embora os alunos nem prestem atenção, sabe. Eu acho que eu também não prestaria se eu estivesse na idade deles, não que a diferença de idade seja muito grande, mas eu penso nisso e acho interessante hoje em dia porque depois de passar pelo ensino médio, depois de passar por vivencias diferentes, depois de adquirir determinados tipos de valores que são importantes na minha vida é que eu comecei a prestar atenção e achar importante, não sei muito bem o que fazer pra modificar essa visão das pessoas que estão nessa idade (6ª~8ª série) mas pretendo descobrir um dia.

Falando nessa idade, hoje eu pude avaliar algumas coisas muito interessantes. O movimento pela manhã não foi muito interessante (sim, abrimos pela manhã porque tinha apresentação pela manhã já) e eu pude ficar observando, olhar a peça e tudo mais. Lá estavam só colégio de ensino fundamental, como aqui é uma cidade pequena e tem quatro colégios municipais todo mundo se conhece praticamente, quando os colégio se encontram vira uma folia a coisa toda, é todo mundo correndo pra ver o outro, aquela coisa que todo mundo sabe como funciona. Bom, acontece que na hora de ir embora as séries mais velhas eram levadas de voltas as escolas por último, no caso as 7ªs e 8ªs séries e eu pude avaliar algumas coisas bem curiosas.
É engraçado como guris são estupidamente idiotas e é nessa infeliz idade que eles começam a realmente reparar nas meninas enquanto elas já estão a muuito tempo ligadas neles. É engraçado como nessa idade que eles percebem a coisa do toque, sabe? De querer abraças, de querer beijar, de querer estar perto e eu acho que é nessa idade que isso se mostra mais forte. É tudo tão inocente perto do que fazemos hoje (ô se é) e ao mesmo tempo é tão perverso. Se fosse na mesma situação e na nossa idade (17~23 anos, que são as pessoas com quem convivo mais) todo mundo já tinha ficado com alguém, já tava trovando o segundo, alguns já tinham inclusive brigado e se estressado por alguma coisa idiota (geralmente uma alfinetada em forma de ironia pra irritar, só pra não perder a pratica, né), sem falar naqueles que são tão rápidos no gatilho que tu se vira alguns minutos e quando olha de novo a pessoa tá fazendo um sinal com a mão dizendo que já te liga na sequencia e que volta depois, claro, acompanhado de alguém. Mas não, nessa idade é tão bonitinho como eles andam abraçados e como todos se jogam no gramado e deitam um na barriga dos outros e ficam rindo, e se jogando na grama e tentando fazer cócegas uns nos outros, e brincam e enfim. É ridículo e e infantil mas é aquele tipo de coisa que eles fazem, se sujam, pagam mico mas depois voltam felizes pra casa e, as meninas pelo menos, voltam se segurando pra não dar pulinhos pela rua e contendo um pouco o sorriso que insisti em abrir de orelha a orelha por ter abraçado o guri que gostava ou que percebeu um olhar diferente vindo dele. Acho que essa é a parte mais mágica de tudo e que perdemos com mais facilidade com a idade e com os infelizes hábitos promiscuos que durante algum tempo temos uma espécie de orgulho de ostentar mas que depois de um tempo se torna tão absurdamente vazio e dá uma vontade de voltar no tempo e aproveitar essa pureza que a gente tinha mas que não deu valor.

E pra finalizar e não menos importante do que tudo que eu disse e sim mais importante! FIZ UM SEMI COSPLAY NO MEU IRMÃO! E ele ficou tão liiindo, afff *-*. Hoje é Halloween e meu irmão Arthur tinha que ir fantasiado de algo pra escolinha. Minha mãe me disse isso ontem a noite e eu não tinha muito o que inventar e resolvi mandar meu irmão pra casa a lá Frankenstein, desenhei costuras toscas nele e fiz olheiras, pensei que seria realmente difícil tendo em vista que ele é uma criatura totalmente temperamental e não deixa nem a base de drugs fazerem isso com ele na escolinha, mas foi bem fácil, ele até ria e ficava paradinho de olhos fechados, ele adorou, estou com planos para próximas fantasias.

Não é porque é meu irmão não, eu reconheço quando uma criança é feia, mas ele é foda. [L]

"Vulneralibilidade. Jamais lhe passara pela cabeça que ser vulnerável para alguém poderia ser uma coisa maravilhosa. Segura, confortadora, adorável. Da mesma forma que saber que, durante aquele momento, num mundo de encantamento, ele também fora vulnerável."
Coração do Mar - Trilogia do Coração, Página 259; Nora Roberts.